Colegiado dos Presidentes de Federação do Metodo DeRose
Blog oficial dos Presidentes de Federacao do Metodo DeRose
The Path of the instructor by Gustavo Cardoso
Publicado por em 30 de agosto de 2011
Author: Gustavo Cardoso
When you are in the practice room facing your DeRose Method instructor you probably do not realize the amount of time and effort they have invested to arrive where they are now.
They all started exactly like you, sitting in the practice room, enjoying what they were doing. In my case, when I was a student I could not think of anything but the next class with my instructor Prof. Leticia Ziebell, today living in Portugal.
When I decided to become an instructor the training was less formal than it is today. More akin to that of the Indian monasteries, where all the knowledge comes from the Master and it is up to the disciple to accept it or not. In the Indian vision of the discipleship, if the disciple does not agree with what is being taught he is entitled to leave, but never to question, ask why, or refuse to do what the Master has prescribed.
Today, in order for a candidate to start their training they must pass an examination in front of a jury of three members. If they are approved at this stage, they will carry on to take a test on general knowledge.
Having passed this, the first stage of the training involves extensive reading covering subjects such as philosophy, asana, pránáyáma, history and the genealogy of the million year old philosophy that constitutes the Method. In this stage the instructor must write essays about various subjects as well as produce a final thesis on a topic of their choice that is, of course, related to our philosophy and coherent with its roots. This is just the theoretical side!
At the same time the instructor must be working on the physical and practical aspects of the training. They must create their own three to five minute choreography, respecting a series of technical facets such as didactic angles and the execution of the exercises among many others. The instructor must memorise the name of over 2000 ásanas, 108 mudrás, 54 breathing exercises, among other techniques, as well as knowing how to execute them all in perfection. Their knowledge of the ásanas for example, is tested through an ásanas draw. The instructor must be able to execute to perfection any of the randomly chosen ásanas.
In order to become an instructor, the candidate must finally assemble a complete class within exactly twenty minutes filled with theory, eight parts, a choreographic sequence, and the many details it implies, failing to present within this time limit has severe penalty.
Both the theoretical and practical aspects however are worthless if the candidate does not show that they value and respect the tradition in which the Method is rooted and its vast family, the egregora of the method.
Such respect is evaluated through the candidates attitudes toward their instructors in various scenarios where they are required to surpass themselves. It is under difficult or even extreme situations that one’s true value is exposed. For this reason, sometimes the teacher must play a role generating stress. A very common phrase we know is, “only when we hit strongly a bell can we see the quality of its metal”.
Finally, the candidate is examined at one of the Federations of the DeRose Method, by a jury of three more experienced instructors who will evaluate everything the candidate has learned as well as their attitude.
Our goal is to train the instructor sitting in front of you to have deep philosophical, practical and theoretical knowledge as very few do, after completing an intensive one year training followed by four years under the tutorship of a more experienced DeRose Method instructor.
In a world that every day brings things forward in an increasingly quicker way, I would not hesitate to state that the instructors trained by this school are oceans away from this tradition. This is why when I sign the authorisation form for any instructors trained by me, I am sure that they will be approved by the examination jury. Their readiness becomes apparent and can be clearly felt during their classes, in a philosophical discussion or even in their behaviour, ethically beyond reproach, since any fault will result in a notice and any repeated fault in irrevocable expulsion.
For these reasons we are proud of what we do and we do not have reservations when station the following: When you are in the practice room or in the changing room, at the DeRose Method school, you are with the finest professionals you could have before you.
All the best. Join me next week.
Versao em Portugues:
A trajetoria do instrutor…
Quando estamos na sala de praticas, em frente ao instrutor do Metodo DeRose, nao nos passa pela cabeca a quantidade de horas e o esforco de qualquer um de nos para que aquela pessoa tenha conseguido chegar ali.
Quando estamos na sala de praticas, em frente ao instrutor do Metodo DeRose, nao nos passa pela cabeca a quantidade de horas e o esforco de qualquer um de nos para que aquela pessoa tenha conseguido chegar ali.
Tudo comeca exatamente como voce, sentado na sala de pratica, comeca a gostar daquilo que esta fazendo e no meu caso, quando eu era aluno eu nao conseguia pensar noutra coisa senao a hora da minha aula com a minha intrutora, na epoca a Prof. Leticia Ziebell, que hoje vive em Portugal.
Quando decidi tornar-me instrutor, na epoca a formacao era muito mais informal, com uma relacao muito proxima a dos mosteiros indianos onde todo o conhecimento provem do Mestre e cabe ao discipulo aceita-lo ou nao, so por uma nota, na visao indiana do discipulado, se o discipulo nao concorda com aquilo que esta sendo ensinado tem o direito de sair, mas jamais questionar, perguntar porque ou nao fazer aquilo que e prescrito pelo Mestre.
Voltando ao assunto… quando o instrutor comeca a sua formacao, passa por um exame com um juri de no minimo 3 outros instrutores, se aprovado por esta etapa, passara por um teste de conhecimentos gerais.
A proxima etapa comecara a formacao com uma quantidade de livros e artigos dos mais variados abragendo varias areas, como filosofia, asana, pranayama, historia e trajetoria desta filosofia milenar que constitui o Metodo, fazendo a soma de 36 livros e artigos.
Ainda na parte teorica, o instrutor precisa produzir um artigo por livro e no final precisara produzir uma tese com algum tema relacionado com a nossa filosofia, que seja coerente com as nossas raizes, e ainda vamos apenas na parte teorica.
Relativamente a parte pratica, este precisara construir uma coreografia entre 3 e 5 minutos com uma serie de aspectos tecnicos que precisam ser respeitados, como angulo didatico, execucao dos exercicios entre outros.
O instrutor ainda tera que decorar o nome de mais de 2000 asanas, 108 mudras, 54 exercicios respiratorios entre outras mais variadas tecnicas e ainda saber como executar com maestria cada um deles.
Para ser instrutor deste metodo amigo, o candidato ainda precisa construir uma aula completa, com teoria, 8 partes, sequencia coreografica, e uma serie de outros detalhes em apenas 20 minutos para a aprensentacao da banca, se passar de 20 mins perde pontos.
O intrutor precisa mostrar que sabe todos os asanas a partir de um sorteio de asanas, e precisa executar cada um deles com perfeicao.
Mas isso tudo nao importa nada, mesmo nada se a pessoa em nao mostrar que valoriza e respeita a nossa tradicao cultural, as nossas raizes e a nossa grande familia que e a egregora do metodo.
Esse respeito e medido pelas atitudes da pessoa em situacoes em que lhe e exigido mais, pois ja que em CNTP*, todo mundo reage lindamente, mas em situacoes mais dificieis ou mesmo extremas e quando podemos ver quem a pessoa realmente e. As vezes cabe ao formador gerar este stress. Uma frase muito conhecida nos ensina mais ou menos isso: somente quando golpeamos fortemente um sino e que conseguimos saber a qualidade do seu metal.
Depois disso este ainda passara por uma prova na Federacao do Metodo DeRose local em que ele sera avaliado por uma junta de 3 instrutores mais experientes, onde tudo isso que aprendeu mais a atitude estara em questao.
A ideia e fazer com que o profissional que esta na sua frente tenha um conteudo de filosofia, pratica e conhecimento tecnico como poucos, ja que tudo isso e feito num periodo de 1 ano de formacao e mais 4 de estagio monitorado por um instrutor mais antigo.
Num mundo em que cada vez mais tudo vem do rapido, para ontem, nao tenho qualquer tipo de medo de afimrar que os instrutores formados por esta escola estao a um mar de distancia.
E por isso que quando eu assino a autorizacao para algum instrutor formado pelas minhas maos, eu ja sei que ele vai ser aprovado pela banca sem sombra de duvidas, e isso fica patente, nao precisamos falar para isso ser sentido na sua aula, numa discussao filosofica ou mesmo no comportamento dos meus pupilos que e do mais alto padrao etico que pode haver, qualquer desvio desta conduta resulta primeiramente em advertencia e se repetido, expulsao sumaria e irrevogavel.
E por isso que temos um orgulho sadio daquilo que fazemos e nao temos o menor medo de dizer: quando voce esta na sala de praticas ou no vestiario com um dos formados por nos, voce esta com o que ha de melhor.
Abracos e boa semana.
Trabalhar por gosto, por Carlo Mea
Publicado por em 30 de agosto de 2011
Trabalhar por gosto
Nunca trabalhei um dia em minha vida – era sempre uma diversão.
Thomas Edison
Passamos uma média de 8 horas por dia a trabalhar. Já pensou o quando seria extraordinário se passasse todo esse tempo a fazer algo que gosta? Observe a maioria das pessoas nos seus trabalhos: no correio, bancos, lojas, escritórios, etc. Verá pessoas desanimadas, sem motivação, a trabalhar apenas para receber um salário no final do mês… é um panorama deprimente. Ao passarem a maior parte o seu dia a executar obrigações desagradáveis e rotineiras, durante todos os dias da semana, estes sentimentos de descontentamento, frustração, desmotivação e rotina se impregnam na personalidade do trabalhador, tornando-se um ciclo vicioso do qual só consegue sair mudando a forma como ocupa a maior parte do seu dia, ou seja, mudando de trabalho.
Há inúmeros casos de depressões e mesmo problemas graves de saúde que são somatizados apenas pela constante tristeza e resignação de se fazer algo que não se gosta, ou de ser tratado mal pelo patrão, ou de não ter condições minimamente dignas para trabalhar, ou por não ser reconhecido e valorizado como um Ser Humano com capacidades para mudar o mundo. Em grande parte dos empregos a pessoa é obrigada a mentir e enganar para poder prosseguir no seu trabalho, causando um conflito interno que se repercute na saúde e na vida pessoal. Muitas pessoas se resignam à ideia que o trabalho é um sacrifício pessoal, uma obrigação que todos temos que suportar a vida inteira para poder pagar as contas. Mas há trabalhos que são uma oportunidade de desenvolvimento pessoal e contribuem para tornar a pessoa mais feliz, realizada e com mais qualidade de vida.
Faça uma conta matemática: multiplique o número de horas que trabalha por dia pelo número de dias do mês que trabalha e depois este valor por 11, partindo do princípio que tem 1 mês de férias por ano. Multiplique agora pelo número de anos que lhe faltam até atingir a idade da pensão. Observe tempo de vida (os melhores anos) são perdidos trabalhando naquilo que não se gosta, quanto tempo vital deitado fora… Pense que das 24h do dia, retirando as horas de sono, refeições e deslocações, do que resta quase tudo é dedicado ao trabalho e apenas uma pequena parte sobra para a sua vida pessoal, a qual fica seriamente comprometida quando a pessoa retorna infeliz e cansada do trabalho. Repare que passa mais tempo com o seu chefe e colegas de trabalho do que com o seu próprio parceiro(a). Todos somos muito selectivos (ou deveríamos ser) com os nossos parceiros e amigos, mas quantas pessoas se podem dar ao luxo de escolher com que tipo de pessoas querem trabalhar e passar o dia inteiro a conviver e a relacionar-se?
A maior parte dos trabalhadores passa a jornada laboral a contar as horas à espera do horário de saída do local de trabalho, como se a sua vida só recomeçasse às 18:30h… passam a semana à espera da 6ª à tarde, vivendo apenas dois dias por semana. Geralmente estas pessoas no domingo à noite já estão tristes, pois os espera outra semana interminável, igual a todas as outras…
Agora imagine se se conseguisse divertir a trabalhar, de forma séria e profissional. Imagine como mudaria a sua vida se passasse todo esse tempo da sua vida a trabalhar pelo prazer de trabalhar. Chegar ao final do dia com a satisfação de ter feito algo de útil, produtivo e criativo. Olhar para um ano de trabalho transcorrido e sentir a realização de ter mudado para muito melhor a vida de tantas pessoas, ao mesmo tempo que a sua própria vida se transforma e atinge um patamar evolutivo mais elevado. Pense o quanto seria diferente acordar numa 2ª de manhã a pensar “Que maravilha, mais uma semana de trabalho pela frente!”. Imagine a satisfação que lhe dará sentir que está a trabalhar por um ideal nobre, uma tradição ancestral de força, poder e energia que é impregnada no instrutor no momento em que ele reverte a polaridade e começa a ensinar o Método DeRose.
A profissão de instrutor do Método DeRose é extremamente divertida, criativa e de enorme realização profissional. É seguida de forma muito séria, ética e profissional. O instrutor pode escolher o público com quem deseja trabalhar, pois as vagas nas Unidades do Método DeRose são limitadas e a Unidade apenas inscreve pessoas educadas, cultas, refinadas, simpáticas e em bom estado de saúde. É uma especialização fundamental do Método DeRose trabalhar com este perfil de público, tal como para praticar artes marciais, desportos de combate, dança, etc. o interessado terá que possuir características específicas.
Ao ensinar a nossa metodologia, o instrutor é “obrigado” a ser sempre saudável, feliz, enérgico e em perfeita forma, pois é uma consequência natural não só dos exercícios que ensina e demonstra, mas também do estilo de vida seguido por todos os instrutores.
Para se tornar instrutor do Método DeRose é necessário ter uma perfeita identificação com os valores da nossa proposta, ter vontade de trabalhar de forma profissional, pelo ideal de vida ensinado pelo Mestre DeRose. A profissão não é destinada a quem não está de acordo com os princípios ou as regras que regem estavelmente a nossa Instituição há mais de 50 anos, a quem não tem vontade de trabalhar seriamente, a quem não tem uma ética exacerbada ou apenas decide optar por esta profissão pelo seu potencial retorno económico. Se para si princípios como hierarquia ou lealdade não são importantes é melhor manter a sua profissão e continuar apenas como aluno desta filosofia de vida.
Como instrutor, todos os dias terá que lidar com pessoas, sejam eles colegas ou alunos, por isso a capacidade de gerir relações humanas é fundamental, muito mais importante que qualquer outra capacidade que possua já. Antes de tomar a decisão de iniciar a formação profissional, reflicta ponderadamente para concluir se esta é realmente a sua vocação, se está disposto a dedicar-se integralmente ao nosso estilo de vida, sem querer adaptar ou contestar as normas, pessoas ou a instituição à sua maneira de ser. Ao invés, tente observar se a nossa cultura já combina de forma perfeita com a sua personalidade e a sua forma de trabalhar. Esclareça todas as dúvidas com o seu instrutor e se o nosso movimento cultural entrar em choque com a sua maneira de ser, nesse caso não se obrigue a ter que mudar a sua personalidade para se adaptar a uma arte que propõem o aumento da qualidade de vida do Ser Humano.
Ao começar a formação profissional, irá aprender conceitos fascinantes a nível técnico, ético e administrativo que lhe serão fundamentais para se iniciar na profissão, mas o verdadeiro aprendizado começa quando se torna instrutor e ensina o nosso sistema. Aprende-se a fazer pão colocando as mãos na massa, da mesma forma aprenderá a tornar-se um instrutor de sucesso ao fazer parte da equipa de uma Unidade.
Ao concluir o primeiro ano da formação profissional, tendo observado um comportamento idóneo, terá o privilégio de integrar a equipa de trabalho de uma escola da nossa corrente, frequentar cursos e eventos exclusivos para instrutores, conviver de forma mais próxima com o Mestre DeRose, fazer o estágio profissional na Sede de São Paulo, onde vive o codificador do Método. Uma oportunidade única de transformar a sua vida e se tornar uma pessoa mais feliz e realizada.
O caminho certo para se tornar instrutor da nossa empresa é seguir à risca as recomendações do seu próprio instrutor, que no momento em que supera os exames se tornará o seu monitor, e do seu futuro Supervisor, um instrutor no grau de Mestre escolhido para o orientar. O primeiro passo é dedicar-se ao curso de formação com fibra e afinco. Quando o seu instrutor o encontrará apto e preparado, o passo seguinte é fazer os exames na sua Federação. Uma vez tendo sido aprovado nos exames, que serão revalidados anualmente, será admitido por uma Unidade Credenciada ou Certificada. Para aprofundar os seus conhecimentos e manter-se mais actualizado, pode ter a oportunidade de fazer o estágio de um mês na Sede Central, em São Paulo. Depois deste estágio (que requer uma actualização anual de uma semana), após um período médio de 4 anos dedicando-se exclusivamente à profissão, dentro da Unidade, e com a autorização do seu monitor, poderá abrir a sua própria escola Credenciada / Certificada do Método DeRose, tornando-se um empreendedor e dono da sua própria empresa.
Quem trabalha pela obrigação faz o mínimo possível para não ser despedido, enquanto que quem trabalha motivado porque gosta daquilo que faz, irá dar o seu melhor em cada acção que faça. Empresas com grupos de pessoas motivadas têm uma probabilidade muito maior de sucesso.
Viabilidade económica
A profissão de instrutor do Método DeRose tem um excelente potencial de remuneração económica. Além do que o instrutor consegue arrecadar na Unidade, que é o foco de trabalho e da nossa filosofia de vida, poderá também leccionar em ginásios, empresas, escolas, universidades, associações culturais, escolas de dança, artes marciais, personal trainer, etc.
Trabalhando de forma profissional, o instrutor poderá até ganhar mais do que a maioria dos licenciados das faculdades, mas lembre-se que deverá seguir esta profissão apenas se sentir uma plena identificação com o modo de funcionamento da nossa instituição, se o seu principal objectivo for o potencial financeiro então está no caminho errado.
No Método DeRose a grande maioria dos instrutores vive uma excelente qualidade de vida e depois de alguns anos de trabalho dedicado consegue juntar as suas economias para abrir a sua própria Unidade. Nos países onde foram abertas Unidades Credenciadas1 vê-se que os directores passados uns anos conseguem comprar o imóvel que a cada ano se torna mais bonito, muitas vezes comprando os espaços adjacentes para aumentar a sua dimensão, quando não é possível mudam-se para espaços maiores, ainda mais elegantes e os instrutores conseguem anualmente aumentar a sua arrecadação dentro da Unidade.
O trabalho no século XXI
Uma atitude negativa em relação ao trabalho é a própria morte em vida.
Luiz Almeida Marins Filho
Nas gerações que nos precederam, era suficiente terminar a escola para arranjar um bom emprego. A ambição de todos os estudantes, como dos seus pais, era arranjar um bom emprego numa grande empresa. Quem terminava a faculdade, mesmo com cursos de 3 anos, tinha uma boa probabilidade de encontrar um trabalho como advogado, economista, médico, engenheiro, etc. Nas últimas décadas a situação laboral mudou muito, mas infelizmente ainda há muita gente que continua com a mesma visão de como o mundo era há décadas atrás.
Neste momento sabe-se que em quase todas as áreas não há empregos seguros. O seguro é trabalhar por conta própria, é a única certeza que tem de não ser despedido. As licenciaturas académicas despejam no mercado de trabalho uma quota muito maior do que aquela que o mercado é capaz de absorver, gerando um número contínuo de recém-licenciados para o desemprego. Segundo as estatísticas descritas no jornal italiano Lavorare, quem mais estuda menos ganha e menos encontra trabalho. Estes dados demonstram que depois de 1 ano de terminar a licenciatura, a maior parte ainda nem sequer encontrou o seu primeiro trabalho. A cada ano que passa as estatísticas tornam o panorama mais negro para os licenciados e mais favorável para as profissões técnicas e especializadas num sector específico. O mais inacreditável é que as estatísticas nos indicam que a percentagem de desempregados entre os licenciados é muito maior do que a percentagem de desempregados entre os não-licenciados! Ou seja, ao passar (pelo menos) 5 anos da sua vida para tirar um curso, está a diminuir a sua probabilidade de encontrar trabalho! Claro que se quiser ser advogado, médico, engenheiro, etc. não conseguirá encontrar emprego se não tiver a licenciatura. Mas para muitas outras profissões, a licenciatura é completamente supérflua, é apenas uma perda de tempo e energia. A ‘suposta’ crise atingiu diversos sectores no mercado de trabalho, mas para muitas outras áreas (como a nossa profissão) em vez de faltar trabalho, faltam as pessoas para trabalhar, o mercado está ávido de mais profissionais que se dediquem de forma séria, em variados sectores de mercado. As estatísticas nos mostram claramente que profissões de cursos universitários têm uma percentagem muito alta de desemprego, ao contrário de profissões técnicas especializadas, como é o caso da profissão de instrutor da nossa cultura. Não defendemos que uma pessoa deva estudar pouco, para ser um profissional de sucesso, em qualquer área, tem que estudar muito, por toda a vida. Estudar é importante, mas o que se pode colocar em causa é a obrigatoriedade do curso superior para se ter sucesso na vida.
Na geração anterior à dos jovens que hoje terminam os estudos, bastava acabar o último ano da escola para se arranjar um trabalho. Com o passar do tempo tornou-se cada vez mais importante fazer um curso superior de 3 anos, que em pouco tempo passou para cinco. Mas hoje em dia não basta terminar a universidade, o diploma universitário foi banalizado, pois todos querem ser advogados, engenheiros, médicos, etc. Mas de que serve ter um bonito título de estudos se depois não consegue vencer na vida? Nos dias de hoje, para ter uma possibilidade de arranjar um emprego decente, depois do curso universitário, é necessária uma especialização, uma pós-graduação, um doutorado e um mestrado no estrangeiro. A cada ano que passa as exigências são cada vez maiores e a idade com que o jovem termina os seus estudos se estende cada vez mais. Quando finalmente ingressa no mundo de trabalho já está na meia-idade, com a sua consequente diminuição da capacidade de aprendizagem.
Segundo as estatísticas, das 20 pessoas que fizeram as maiores fortunas durante a sua vida (self-made men), quase ninguém tinha o curso universitário e todos eles começaram a trabalhar muito cedo. Isto explica-se pelo facto de os mais jovens terem uma maior capacidade e aprender e de se adaptar a situações novas. O cérebro do jovem tem uma capacidade muito maior de assimilar informações e de gerar novas potencialidades. Por isso quanto mais cedo começar a trabalhar maior será a probabilidade de ter sucesso. Um jovem que comece a trabalhar aos 18 anos, quando chegar aos 30 (idade com que muitos terminam os estudos) já terá uma carreira de 12 anos, durante os quais estava no auge das suas capacidades intelectuais.
Carlo Mea

